Planejamento agrícola diminui custos durante as safras

Veja dicas e ações que contribuem para o seu bolso e garantem uma produção eficiente e rentável

Antes do plantio de cada safra, preocupações relacionadas aos custos afetam muitos produtores rurais, pois as despesas são altas e os gastos fora do planejado podem comprometer a vantagem competitiva no mercado e trazer prejuízos para a lavoura. Por isso, muitos produtores estão buscando métodos que evitam desperdícios na produção e formas de otimizar os processos.

Primeiramente, é importante saber exatamente os custos da safra agrícola e fazer uso de métodos e tecnologias que otimizem a gestão. Para saber os custos reais, é preciso colocar no papel os processos de produção, desde a preparação do solo até a comercialização da safra. Entre os principais elementos estão:

– Insumos agrícolas;

– Tarefas e serviços que demandam custos;

– Pagamento de mão de obra;

– Despesas com as máquinas.

Dessa forma, você saberá exatamente a demanda financeira que necessitará, evitando imprevistos e possibilitando também uma visão geral nas tarefas críticas da produção, direcionando suas decisões estratégicas em relação à safra atual.

Custos com maquinários

Os custos dos equipamentos usados durante a safra devem ser levados em conta, tais como: a compra de implementos novos; combustível; gastos com manutenção; eficiência dos equipamentos, horas trabalhadas por hectare, além da quantidade de máquinas utilizadas e a vida útil do bem.

Desperdícios na lavoura

Evite manter insumos e produtos parados no estoque, calcule a quantidade exata para que o investimento não fique estagnado. Planeje rotas de escoamento e o transporte da produção para que o giro do investimento seja alcançado no período correto.

Equipamentos de qualidade

A qualidade dos equipamentos agrícolas é imprescindível, desde o plantio até a colheita, afinal, o tempo perdido arrumando possíveis problemas podem comprometer a produção da safra. Por isso, na hora da compra é preciso avaliar a eficiência e qualidade das máquinas e implementos. A Bugio Tratores trabalha com toda eficácia dos produtos Case IH. Entre em contato e saiba mais.

Dicas de como armazenar e manter a qualidade dos grãos

A armazenagem dos grãos depende de diversos fatores. Confira algumas dicas para você manter a qualidade e a sanidade dos grãos durante o período de armazenagem.

Limpeza dos silos: Fazer a limpeza do local é essencial para evitar a proliferação de insetos e animais.

Grãos secos: Para a armazenagem de grãos a longo prazo é necessário secar os grãos, tirando toda umidade, para evitar que a safra apodreça.

Controle da temperatura: O controle da temperatura durante a armazenagem dos grãos é essencial, manter o local arejado e conforme a temperatura da estação.

Verificação dos grãos: Verificar a situação da armazenagem é imprescindível, pois caso haja problemas com insetos, odores e temperatura, ainda é possível controlar e remediar, antes de maiores perdas.

O desafio do uso da água na agricultura brasileira

A água é um recurso natural finito e uma das maiores preocupações do futuro da humanidade. Por isso, cada vez mais a sociedade vai questionar a forma como o seu uso vem sendo feito pelos diversos setores produtivos no mundo.

A agricultura tem sido apontada como suposta consumidora de 70% das reservas globais de água doce. Esse percentual, internacionalmente citado, não encontra sustentação na realidade brasileira, cuja agricultura é prioritariamente dependente de chuvas. A maioria das nossas propriedades rurais toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. Ainda assim, muito precisa ser feito para melhorar a eficiência no uso das águas na agropecuária.

As crescentes crises hídricas ocorridas recentemente em algumas regiões no Brasil, sem falar das constantes secas que atravessam séculos no Semiárido nordestino, nos mostram que precisamos cuidar urgentemente dos nossos recursos hídricos. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água.

A agricultura do futuro exigirá, da ciência de hoje e dos próximos anos, soluções de baixo custo para o uso cada vez mais racional da água. Plantas mais eficientes e resistentes ao estresse hídrico. Sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia. Práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam a evaporação. Sistemas que integrem lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta bem manejados, que podem contribuir para a conservação da água pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca. Essas são algumas frentes de projetos de pesquisa que estão sendo tocados em importantes centros de pesquisa da Embrapa neste momento, em parceria com várias instituições públicas e privadas.

Mas a ciência precisará se apoiar em políticas públicas para fazer com que essas soluções possam efetivamente se transformar em inovação. Mais reservatórios, em pontos estratégicos, permitiriam ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel no futuro: viabilizar grandes reservas manejáveis de água para mitigar os efeitos das enchentes.

Ou então viabilizar que soluções simples possam ser adotadas em larga escala no território nacional. Como as Barraginhas, um sistema de pequenas barragens escavadas de forma sequencial no sentido das enxurradas. Se bem planejadas e manejadas, essas barraginhas enchem, esvaziam e voltam a encher, segurando enxurradas e armazenando água nos momentos de abundância. Essa tecnologia simples e de baixo custo já viabilizou a formação de inúmeros reservatórios pelo interior do Brasil, mas poderiam ser adotadas em todo o território nacional se existisse uma política pública que facilitasse a sua instalação por meio de uma parceria entre prefeituras, iniciativa privada e os produtores rurais.

Fonte: EMBRAPA

Rotatividade de culturas no inverno

O inverno é uma excelente época para fazer a rotatividade de culturas que proporcionam mais lucros aos agricultores e contribuem com o meio ambiente. Entre as culturas de inverno destacam-se trigo, aveia, painço, sorgo, canola e outras oleaginosas.

A rotação de culturas também está atrelada à geração de novas rendas, já que será utilizada a mesma estrutura de máquinas, equipamentos e mão-de-obra estabelecida para a soja e o milho.

Além disso, a longo prazo, a rotação de culturas diminui o estresse sobre o solo, plantas e microrganismos. Isso diminui a utilização de defensivos agrícolas, inseticidas, herbicidas e fungicidas. Com isso, a terra mantém seus nutrientes durante os 365 dias do ano, impedindo a erosão da chuva.

Outro fator importante é a redução nas emissões de gases de efeito estufa por causa do aumento e da maior estabilidade da matéria orgânica no solo. Por isso, se você ainda não realiza o plantio de inverno, faça uma avaliação e aumente sua lucratividade. Se você necessitar um aporte de maquinário, entre em contato com a Bugio Tratores, pois contamos com diversas linhas de implementos e máquinas agrícolas da CaseIH.

Existe benefício em aplicar defensivos agrícolas à noite?

Essa estratégia pode trazer benefícios para a sua lavoura, pois durante o dia as variações de temperaturas, baixa umidade do ar e vento podem influenciar na ação das substâncias utilizadas nas plantações. Durante a noite as condições climáticas são mais favoráveis a aplicação de inseticidas, além disso, o veneno tem maior efeito, pois sem o sol a evaporação é mais lenta, aumentando o poder de ação. Essa escolha aplica-se para fungicidas, herbicidas, inseticidas, reguladores de crescimento, entre outros.

A quantidade indicada para aplicação durante a noite varia conforme cada espécie, pois elas têm diferentes suscetibilidades e possuem condições diferentes das consideradas adequadas à ação tóxica dos produtos, assim é necessário respeitar a indicação dos fabricantes de cada defensivo.

Porém, é necessário ficar atento a quantidade de orvalho presente nas folhas durante a aplicação, pois o risco do defensivo escorrer pela planta é maior com a presença de orvalho. Por isso, evite a aplicação quando tiver orvalho, pois assim evita-se perder o produto durante o processo.

Confira pontos fundamentais para uma boa safra de soja

Para ter uma boa safra de soja é necessário preparar o solo antes de iniciar o plantio, eliminar a acidez da terra é essencial. Mas, em muitos casos é necessário realizar correções adicionais devido aos processos de acidificação, demandando assim aplicações regulares de calcário e outros corretivos de solo.

A entressafra é o período certo para realizar a recalagem e para providenciar a análise do solo para a correta recomendação de adubação na semeadura da soja. É o tempo certo para corrigir os terraços que não estão em conformidade com a necessidade de conter a enxurrada e impedir a erosão. Também, é a hora de dissecar a vegetação previamente ao plantio, de negociar a aquisição dos fertilizantes e das sementes com antecedência à semeadura, entre outras medidas.

Após esses cuidados vem o plantio da cultura, que deve acontecer entre os meses de outubro e novembro, na região centro-sul. Já nas regiões onde a umidade do solo é adequada, é possível antecipar a semeadura para setembro com o objetivo de estabelecer uma segunda cultura de verão (algodão, milho ou feijão, principalmente).

A população ideal de plantas varia com o tamanho da área e com a época de plantio, geralmente costumam ser plantadas uma média de 250 e 300 mil plantas por hectare. Assim é possível distribuir 12 a 14 sementes por metro linear, em fileiras com 0,45 m de distância entre elas.

Para ter uma boa plantabilidade é necessários escolher sementes de boa qualidade e contar com máquinas agrícolas em boas condições, ajustadas e operando sobre solo uniforme e com palhada bem manejada. Além disso, é necessário planejamento, pois se inicia um nova safra de soja na véspera do seu plantio. 

Fonte: Blog Embrapa Soja

Voltar Pragas x Controle Biológico

A tecnologia revolucionou a forma de produção no campo, mas mesmo com tanta inovação e recursos facilitadores, as pragas continuam sendo um dos maiores desafios dos agricultores.

Diversos fatores influenciam na hora de fazer o controle das pragas sem prejudicar a qualidade dos produtos e do solo. Pesticidas e/ou agrotóxicos são muito utilizados para tentar frear essa proliferação, porém, o uso constante vem tornando as pragas cada vez mais resistentes, obrigando a aumentar o poder de destruição dos defensivos, prejudicando a qualidade dos alimentos e, consequentemente, o solo e a água. Por isso, há algum tempo, pesquisadores vêm testando novas formas de reduzir as pragas sem prejudicar o ecossistema, e um excelente exemplo é o Controle Biológico.

Primeiramente é necessário identificar o tipo de praga que está afetando a lavoura, saber qual é o inimigo natural da praga e, assim, utilizá-lo à favor da plantação, de maneira pontual, nas áreas afetadas. Ou seja, o predador da praga será utilizado para acabar com o problema, evitando a proliferação e fazendo o controle biológico natural.

Pneus certos aumentam sua produtividade

Atualmente, todos os agricultores se deparam com um desafio em comum: maximizar sua produtividade e reduzir os custos operacionais. Para isso, a busca pela melhoria nas performances das máquinas agrícolas é, cada vez mais, acirrada. Nesse contexto, há um elemento fundamental que poucos percebem, mas que pode fazer muita diferença: os tipos de pneus agrícolas.

Com o intuito de apresentar as inovações para o segmento de pneus agrícolas, a Precisão Máquinas realizou, no Município de Arapongas – PR, uma demonstração técnica evidenciando o desempenho dos pneus agrícolas de diferentes tecnologias.

Primeiramente, o trator trabalhou com os pneus originais 24,5 – 32 no eixo traseiro e pneus 18,4-26 no eixo dianteiro, ambos de construção diagonal.  Posteriormente, foram montados no mesmo trator, pneus agrícolas com tecnologias MICHELIN Ultraflex de dimensões VF 710/60 R38 no eixo traseiro e VF 600/60 R30 no eixo dianteiro. O trator trabalhou em regime de 2.000 RPM nas duas passagens realizadas e por meio de equipamentos de precisão, como GPS e sistema de medição de consumo de combustível, constatou-se uma redução no consumo de combustível de 31% por hectare trabalhado.

Os pneus agrícolas com tecnologias Michelin Ultraflex, por permitirem a rodagem com menor pressão, proporciona uma maior área de contato com o solo e consequentemente um menor índice de patinagem. Ficou comprovado que o trator alcançou uma melhor velocidade de trabalho, o que resultou em uma melhor a produtividade da máquina em hectare/hora de 18,2%.
A demonstração mostra que, mesmo diante do investimento na mudança de aros dos rodados, os pneus agrícolas de tecnologias MICHELIN Ultraflex contribuem para a melhor performance das máquinas e consequente economia para o produtor em curto prazo.

Além da economia no consumo de combustível e o ganho de tempo de trabalho, os pneus com tecnologia MICHELIN Ultraflex também proporcionam menor compactação do solo, o que contribui ainda mais para a melhor produtividade do agricultor, explica Christian Mendonça, Diretor de Comércio e Marketing de Pneus Agrícolas da Michelin América do Sul.

Com o mesmo trator, em condições idênticas de carga, foi comprovada uma redução de penetração no solo de 17% dos pneus com tecnologia MICHELIN Ultraflex, comparativamente aos pneus diagonais. Esse resultado diminui consideravelmente a compactação do solo, o que se traduz em um maior rendimento agrícola por hectare. Estudos realizados por entidades independentes ainda comprovaram que, com a utilização da tecnologia MICHELIN Ultraflex, ocorreu um aumento de 4% na produtividade de uma lavoura quando comparado, nas mesmas condições, ao uso de pneus radiais Standards.