Estimativa da 2ª safra de milho é elevada para 75,9 mi t, diz Conab

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de maio e apontou que as expectativas para a segunda safra de milho estão todas voltadas para a evolução do quadro climático nesta parte final das lavouras.

?Como um percentual relevante da área foi plantada fora da janela climática recomendada, as chuvas de maio serão fundamentais para as lavouras que se encontram na grande maioria em frutificação?, diz a publicação.

Para os técnicos da Conab, mesmo que eventuais frustrações de produtividade aconteçam por questões climáticas, a expectativa é de aumento na produção na ordem de 3,7% em relação a safra passada, chegando ao total de 75,9 milhões de toneladas.

Já para a safra verão do cereal, o órgão aponta redução de 4,3% nos níveis médios de produtividade com relação à safra anterior devido à problemas climáticos na região Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul.

O relatório destaca também a expectativa de redução no consumo de milho no Brasil na ordem de 1,93 milhão de toneladas, ficando com o volume total de 68,52 milhões de toneladas. Sendo que, a produção de etanol de milho deve cair de 6 milhões de toneladas para 5,6 milhões e o setor de aves e suínos crescendo apenas 1% ante a projeção de 4% a 5%.

Por fim, a Conab espera que as exportações brasileiras de milho atinjam o volume de 34,5 milhões de toneladas. ?Porém, há um espaço para incremento até o final do ano, tendo em vista o câmbio mais elevado historicamente e a paridade seguindo acima de R$ 45,00 a saca no porto e próxima dos R$ 30,00 a saca no interior do Mato Grosso?.
Fonte: Notícias Agrícolas

Impacto do novo coronavírus no Agro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou um boletim analisando os impactos da pandemia do Covid-19 sobre o agronegócio.

A entidade criou um grupo para monitorar a crise decorrente da disseminação do novo coronavírus, com o objetivo de garantir que os produtores irão continuar produzindo e que a população permanecerá sendo abastecida com alimentos.

Confira a análise da CNA sobre mercados internacionais e produtos agropecuários, realizada a partir de levantamentos de informações sobre o cenário externo e interno:

Produtos

Para as principais commodities agrícolas, como soja, milho e café, houve queda nos preços internacionais. No entanto, em função da alta do dólar, os preços reais não foram impactados. Para o setor sucroenergético e o algodão, o maior problema foi a guerra do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita, que derrubou os preços nestes setores.

Boi gordo

O mercado do boi gordo iniciou a semana com pressão dos frigoríficos, reduzindo os valores ofertados em relação à semana anterior. Mas, por falta de negócios na segunda, o indicador Cepea se manteve estável.

Ao longo da semana , poucas negociações ocorreram, derrubando a cotação. Com isso, a escala dos frigoríficos foi reduzida, forçando a elevação dos preços na quinta, 19, e na sexta, 20.

Os três maiores frigoríficos anunciaram férias coletivas em alguma das suas unidades, fator que deverá pressionar a cotação na semana que vem, data que as plantas efetivamente irão interromper suas atividades.

Aves e suínos

Ao contrário dos frigoríficos de bovinos, as plantas de aves e suínos garantiram que não vão interromper sua produção. Mas a queda no food service (serviços de alimentação fora de casa) preocupa. As empresas já sentiram queda de 10% a 15% nos pedidos. Por outro lado, os pedidos das redes de atacado e varejo aumentaram. Na parte da exportação, a falta de contêineres tem dificultado as vendas de proteínas animais.
Fonte: Canal Rural

PIB do setor agropecuário cresceu 1,3% em 2019

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O Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 da agropecuária cresceu 1,3% em 2019. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, o crescimento do setor decorreu do desempenho positivo tanto da agricultura quanto da pecuária. 

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro de 2020, as condições climáticas favoráveis associadas a melhorias de preços na época do plantio contribuíram para o crescimento da estimativa anual da produção de algumas lavouras, com destaque para o milho, que teve crescimento de 23,6% e expressivos ganhos de produtividade. Também registraram estimativas de crescimento anual as culturas de algodão (39,8%), laranja (5,6%), e feijão (2,2%). 

A pecuária teve seu desempenho influenciado positivamente pelas condições do mercado internacional, que favoreceram os preços e as exportações desse setor. As relações comerciais com a China, devido à forte redução de seu rebanho ocasionado pela peste suína, contribuem para esse resultado. 

PIB do país 

No total, o PIB brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2019 com crescimento de 1,1% frente a 2018.  

A Agropecuária cresceu 1,3%, Indústria 0,5% e Serviços, 1,3%. O PIB totalizou R$ 7,3 trilhões em 2019. 

A participação das atividades econômicas no PIB em 2019 foi de 5,2 % da Agropecuária, 20,9% da Indústria e de 73,9% do setor de serviços.  

Fonte: Folha Agrícola